Quase que completamente privado de sua racionalidade, Gorano agora embrenha-se na atmosfera daquela região. A Insanidade confunde seus pensamentos e a saciação da fome é o único objetivo que o norteia. Todavia, algo parece estar diferente naquela paisagem, é como se o céu caísse sobre ele em uma tempestade de gases de cores fortes e agressivas, acompanhado por descargas magnéticas que ferem a visão e confundem pela aleatoriedade dos movimentos.
O espanto ao maravilhosamente terrível se consolida à anarquia de sentimentos, emoções e instintos e aquilo passa a devorá-lo por dentro. Como um animal acuado que era, os berros desesperados daquele que nada tinha o que fazer diante do horror se proliferavam, empurrando-o rapidamente ao estado letárgico de uma razão enfraquecida.
As pedras flutuantes agora deslocavam-se aleatoriamente e no eventual choque o estrondo pavoroso era percebido por qualquer um que tivesse ouvidos para escutar, logicamente aquela melodia da destruição trazia em si o descompasso de um acaso perturbador.
O caos era tudo que existia, até que finalmente os gases sobem e as pedras se colocam em seus novos lugares. Gorano, que agora observava a tudo maravilhado como um recém-nascido, observa uma grande e colossal pedra flutuante partir em alguma direção a altíssima velocidade. Ela some no horizonte e ele tomba a babar.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
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