A última nave da expedição Vênus daquele ano decola de solo terrestre. Abaixo é possível se observar cada vez menor o aglomerado cinzento de metal e coberto pela espessa camada de gases também acinzentados. Sinais de luz são tudo que restam naquela altitude e as turbinas são ligadas a atravessar a atmosfera, enfim, o planeta acinzentado seria deixado para trás. De baixo, as pessoas acompanhavam ansiosas pelo que seria, segundo informações oficiais do governo, a segunda expedição enviada para o planeta desconhecido. Maravilhados diante seus televisores ou até mesmo completando visualmente a partida daquela máquina voadora, os desejos infantis de serem astronautas exploradores eram vivenciados pela ótica do observador.
Horas depois aquele mísero objeto cruzador do sistema solar já se via diante de um planeta magnificamente belo e incursá-lo a dentro seria a próxima tarefa. Todos estavam apostos e ansiosos quando a atmosfera fora atacada pelo metal e tudo corria muito bem.
A nave atravessa a camada colorida de gases e tudo indica que o pouso diante um terreno que ao longe lembrava a pele de um animal seria tranquilo. Todavia, o radar acusa a aproximação de um grande e colossal objeto. De tão rápido, a informação não pode ser digerida pelo comando e o choque foi inevitável! Ao que parece, uma enorme pedra acinzentada atingira a nave e a lançara velozmente pelo fator da inércia, mas deixando um rombo que fazia vazar todo o combustível. Foi tudo muito rápido e a espaço - nave só conheceu o chão muitos kilômetros depois, em um ambiente de vidro absoluto onde o horizonte se perdia de vista.
O choque foi destruidor, o impacto da queda fez a máquina quicar várias vezes e a cada toque no chão ela se desfazia mais e mais, num espetáculo de metal se destroçando em piruetas velozes. Os fragmentos do cruzador estrelar espalharam-se por kilômetros.
Eis que surgem passos no meio do vidracal a se desvencilhar dos cacos metálicos e do piso. É Camargo, um tripulante deixado a própria sorte na primeira viagem ao planeta. Seu rosto desesperançoso e resignado agora caminha por entre as ferragens; sobreviveu a deglutir pequenas plantas que encontrava no deserto de vidro, bem como bebendo o sangue destas. Ao observar o que seria um laboratório, encontra uma mulher degolada... Todavia, ela o observa temerosa, era Yunna. Camargo dizia que a morte inexiste naquele planeta, mas ela já podia saber por si própria.
Fim. =)
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário