Aos olhos do comandante Cláudio a realidade atmosférica do planeta Vênus traz intimidação. Aquele homem calvo e de semblante firme não poderia simplesmente externar seus temores diante de uma tripulação não menos nervosa. Ao certo que as histórias sobre as viagens anteriores testava-lhes a coragem e penetrar o desconhecido ou pouco explorado era tarefa por demais perigosa.
Ultrapassando as primeiras camadas atmosféricas a expedição de 6 naves repousa tranquilamente em uma superfície acidentada, formada por rochas acinzentadas que traziam um aspecto agressivo e sem vida. Todavia, o que mais chamava a atenção eram sim as enormes pedras do mesmo terreno que flutuavam em alturas diferenciadas, embora o local apresentasse atração gravitacional.
O objetivo, desta vez, seria construir uma colônia que abrigasse os cientistas renomados enviados na missão e em pouco tempo os trabalhos começavam; um cruzador galático fora projetado especialmente para se transformar em sede humana para pesquisa. Assim, em pouco tempo as máquinas trabalhavam pesado sem qualquer problema que pudesse interferir no andamento do projeto.
Duas semanas passaram-se sem problemas, as colunas de sustentação já estavam fixadas e o subsolo estava pronto, bem como o esqueleto de vários prédios já se mostraram imponentes; mas o comandante Cláudio receberia notícias nada agradáveis. Um mecânico encarregado da parte hidráulica dos equipamentos e maquinarias apresentou rugosidade em determinados pontos da pele. A equipe médica foi ineficaz em determinar as causas daquele estado de saúde. De certo, não se sabia qual seria a evolução daquele quadro e isto deixava os líderes perplexos, bem como deixava toda a tripulação angustiada e à mercê dos mais variados boatos.
A ordem dos médicos era absoluta: Descanço e observação. Todavia, a empreitada humana não iria parar.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
sábado, 5 de maio de 2007
3. Sobrevivente.
Agora tudo se resumia ao terror. Vagando pelos corredores e salas daquela estrutura, o que se via era geralmente o retorcer dos metais, fios expostos, canos partidos, pisos decorados ao vermelho do sangue. O lugar parecia que iria cair sobre a cabeça dos soldados a qualquer momento e não raro se escutava este efeito; a nebulosidade da luz interna, às vezes denotando picos de energia, fazia estremecer os nervos daqueles legítimos aventureiros.
Um grito! E assim os 12 soldados tinham a certeza da afirmação de sua missão, alguém estava vivo. Tiros ao longe eram disparados enquanto o pelotão guiava-se pelo som. Mais gritos e mais tiros, assim terminando no quebrar de ossos... Mas os gritos não paravam, eram de uma angústia impressionante e isto remetia aos sentimentos de desconhecido tenebroso que cercavam aqueles homens de combate.
A cena era grotesca! Um homem que se apresentava apenas do tórax para cima os observava de forma inexplicável. A sala de fotografia apresentava inúmeras estantes tombadas e suas respectivas ferramentas ao chão, trincaduras por toda a parede de metal e enormes canos estourados aumentavam a sensação de pequenez junto a parca luz vermelha habitual. Aquele homem de rosto velho e cabelos curto e grisalho não tinha forças para falar, mas seu olhar apavorado ilustrava bem o que era ter parte do intestino estirada pelo lugar; as suas lágrimas corriam.
A potência metálica em seis canos de destruição da escopeta ou a própria coragem já não se mostravam aliados confiantes. O restante do caminho, ao ignorar a última vítima, mostrava membros dilacerados que persistiam em se movimentar, olhares desolados de corpos dilacerados, tripas, fezes e restos humanos se mostravam aos olhos passantes; pareciam todos estarem vivos e isto sequer fora questionado.
Ao som dos passos, algo desperta a atenção de imediato. Vindo de um cano estourado em um corredor bem iluminado e devidamente forrado de sangue, algo parece requerer a atenção das armas naquele rumo em especial. Era Yunna, desesperada e imunda pela estadia nos dutos de esgoto, ela chorava suplicante e sua agonia entrelaçava à esperança em ver aqueles homens fardados. A missão de resgate terminaria ali.
Um grito! E assim os 12 soldados tinham a certeza da afirmação de sua missão, alguém estava vivo. Tiros ao longe eram disparados enquanto o pelotão guiava-se pelo som. Mais gritos e mais tiros, assim terminando no quebrar de ossos... Mas os gritos não paravam, eram de uma angústia impressionante e isto remetia aos sentimentos de desconhecido tenebroso que cercavam aqueles homens de combate.
A cena era grotesca! Um homem que se apresentava apenas do tórax para cima os observava de forma inexplicável. A sala de fotografia apresentava inúmeras estantes tombadas e suas respectivas ferramentas ao chão, trincaduras por toda a parede de metal e enormes canos estourados aumentavam a sensação de pequenez junto a parca luz vermelha habitual. Aquele homem de rosto velho e cabelos curto e grisalho não tinha forças para falar, mas seu olhar apavorado ilustrava bem o que era ter parte do intestino estirada pelo lugar; as suas lágrimas corriam.
A potência metálica em seis canos de destruição da escopeta ou a própria coragem já não se mostravam aliados confiantes. O restante do caminho, ao ignorar a última vítima, mostrava membros dilacerados que persistiam em se movimentar, olhares desolados de corpos dilacerados, tripas, fezes e restos humanos se mostravam aos olhos passantes; pareciam todos estarem vivos e isto sequer fora questionado.
Ao som dos passos, algo desperta a atenção de imediato. Vindo de um cano estourado em um corredor bem iluminado e devidamente forrado de sangue, algo parece requerer a atenção das armas naquele rumo em especial. Era Yunna, desesperada e imunda pela estadia nos dutos de esgoto, ela chorava suplicante e sua agonia entrelaçava à esperança em ver aqueles homens fardados. A missão de resgate terminaria ali.
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