Aos olhos do comandante Cláudio a realidade atmosférica do planeta Vênus traz intimidação. Aquele homem calvo e de semblante firme não poderia simplesmente externar seus temores diante de uma tripulação não menos nervosa. Ao certo que as histórias sobre as viagens anteriores testava-lhes a coragem e penetrar o desconhecido ou pouco explorado era tarefa por demais perigosa.
Ultrapassando as primeiras camadas atmosféricas a expedição de 6 naves repousa tranquilamente em uma superfície acidentada, formada por rochas acinzentadas que traziam um aspecto agressivo e sem vida. Todavia, o que mais chamava a atenção eram sim as enormes pedras do mesmo terreno que flutuavam em alturas diferenciadas, embora o local apresentasse atração gravitacional.
O objetivo, desta vez, seria construir uma colônia que abrigasse os cientistas renomados enviados na missão e em pouco tempo os trabalhos começavam; um cruzador galático fora projetado especialmente para se transformar em sede humana para pesquisa. Assim, em pouco tempo as máquinas trabalhavam pesado sem qualquer problema que pudesse interferir no andamento do projeto.
Duas semanas passaram-se sem problemas, as colunas de sustentação já estavam fixadas e o subsolo estava pronto, bem como o esqueleto de vários prédios já se mostraram imponentes; mas o comandante Cláudio receberia notícias nada agradáveis. Um mecânico encarregado da parte hidráulica dos equipamentos e maquinarias apresentou rugosidade em determinados pontos da pele. A equipe médica foi ineficaz em determinar as causas daquele estado de saúde. De certo, não se sabia qual seria a evolução daquele quadro e isto deixava os líderes perplexos, bem como deixava toda a tripulação angustiada e à mercê dos mais variados boatos.
A ordem dos médicos era absoluta: Descanço e observação. Todavia, a empreitada humana não iria parar.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
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