Dos corredores bem iluminados, dos salões de jantares, dos dormitórios, das salas técnicas de operação... Tudo se resume ao grande pavor e sofrimento experimentado por aquela tripulação. Os olhares desesperançosos se cruzam a procurar respostas mirabolantes que lhes dessem calma e conforto, todavia, não é esta a impressão que circula por todo o ambiente.
Do lado de fora, as construções estão paralisadas. O protótipo esquelético das edificações mostram a ruína do empreendimento, a solidão é a imagem que se preserva aos olhos que buscam, das janelas na nave-mãe, vislumbrar aqueles projetos de momunentos destinados a ruína. O ambiente hostil com as pedras flutuantes continua, mas agora imponente pelo poder desconhecido que fere aquela população acuada. As máquinas da engenharia fecham o quadro desolador, absolutamente esquecidas no exterior do ambiente.
A praga agora era generalizada e até mesmo o comandante Cláudio se via infectado. Seu semblante era desolador diante da confirmação da equipe médica da impossibilidade de cura de toda uma tripulação. Ao que parece, aquele mal trazia a mortificação do tecido humano e estariam todos condenados a perecerem lenta e dolorosamente.
O segundo impacto contra a força de vontade de Cláudio foi a negativa ao pedido de socorro enviado ao planeta Terra. Em reunião, foi forçosa o consenso de mentir e racionar a alimentação esperando efetivamente por um milagre que jamais iria se concretizar.
Enquanto isto, uma das enormes pedras que flutuava dirigia-se lentamente em direção deles, o que causava um temor não generalizado, pois para alguns, a morte seria um bem naquele momento. Alguns corpos em putrefação e ainda vivos, a lástima da empreitada humana.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Fala pescador...
Me saindo um otimo verborreiador hein
Postar um comentário