“Você é muito bem recepcionado, o grande e bem aparentado garçom vestido de um smoking branco, abre a você as portas da sala de jantar.
As paredes transmitem uma paz imensa em seu tom branco, a mesa a combinar com o piso também branco de uma nitidez paradisíaca; e enfim, sua poltrona branca, como bem as roupas que veste você e todos os outros membros daquele recinto.
A prataria é o contraste quase não identificável do lugar, de forma com que a boa educação e etiqueta completam a sensação de conduta e bom gosto.
Enfim, o prato principal vem pelas mãos de um garçom de cor negra em trajes tão somente brancos, logo após ele, outros doze garçons adentram o recinto a servirem individualmente os convidados.
Após servidos, simultaneamente são retiradas as tampas dos pratos que já continham um sangue fresco que pingavam do prateado em prateado em forma de cálice.
Um suculento e fresco crânio humano recém-abatido de um homem branco e de traços robustos, uma enorme cratera no crânio que denunciava o saboroso cérebro que ainda se contorce. Obviamente seguida de uma pequena colher de sobremesa; e não menos importante, os olhos muito bem dispostos ao lado da comida, a fim de se dar maior charme ao prato.
Munido de garfo e faca, você extrai um pedaço da bochecha que vem recheada de delicioso sangue. Após a degustação, é a vez da orelha esquerda, que mesmo cheia de cera ainda se torna um aperitivo macio e lentamente mastigável; mas o mais delicioso ainda estava por vir, picotando a lingua em vários e saborosos fragmentos para que assim, a digestão fosse mais apreciável.
“Crok!!!” Este é o barulho do olho humano que você agora mastiga, o caldinho resvala pela sua boca. Imediatamente o garçom que o serve se apodera de um pano branco e limpa para você, pois tudo aqui é muito fino.
Logo que você retira o primeiro pedaço do encéfalo, logo é servida sanguessugas que são dispostas dentro da cratera cranial. É necessário deixar com que elas succionem o cérebro por algum tempo.
Subitamente, aquele ser desperta de seu estado de coma, um grito espiritual é repassado enquando seus miolos são devorados; e sem entender o porque de tanto sofrimento, o crânio cai tendo espasmo de dor. Nisso, uma das sanguessugas cai perfeitamente em seu garfo, furando-se. A cena daquele ser inocente se contorcendo em seu garfo é forte demais para você, não se contendo em sí e vomitando de nojo sobre a mesa.
sábado, 14 de abril de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Huahuahauhauhauha, tadinha da sanguessuga! XD
Postar um comentário