quinta-feira, 6 de setembro de 2007

2. A carta.

Na casa do Cavalcante o clima era pesado e os olhares penosos fitavam-se sem ter muito o que dizer. Era uma casa muito grande, pintada em branco e adornada maravilhosamente em belos objetos... Um descuidado qualquer poderia dizer que se tratava de peças valiosíssimas. Ali, no quarto do falecido filho, Jonas tinha uma liberdade meticulosa. Todavia, quase uma hora antes Cavalcante havia se inclinado àquela decisão em um lamentoso diálogo com Jonas.

Cavalcante, que no semblante não escondia a imensa tristeza, o que não fazia passar despercebido sua personalidade forte e verdadeiramente tradicional, e conduzia Jonas pelos aposentos da casa em desabafo um tanto quanto contido:

- Conheço seus serviços, mas seja discreto...

Jonas sequer o olhara enquanto atravessavam um corredor, era indispensável disfarçar a sua pura indiferença perante o caso:

- Sim senhor, mas...

Cavalcante o interrompeu:

- Sim. Já ouvi falar de seus métodos e sua eficácia, Fernando irá lhe acompanhar. Eu vou tentar me recompor, bebe?

- Não.

Fernando, um dos homens que o procuraram no dia anterior, o esperava dentro do quarto de Ricardo, o jovem filho de Cavalcante. Este por sua vez foi para a sala de estar, onde dividia seus lamúrias com uma senhora soluçante de dor afetiva.

Já passada uma hora e dentre todos os lugares as quais Jonas poderia ter alguma liberdade em procurar, já que Fernando estava ali para evitar abusos, um pequeno pedaço de papel embrenhava-se entre inúmeras páginas de um livro. Jonas observou o título, tratava-se de um exemplar Willian Shakespeare, “Romeu e Julieta”.

O papel, uma carta de amor escrita a próprio punho. Palavras amargas de um amor impossível à flor da paixão, um toque então do misterioso perfume que embriagava naquele caso.

Um comentário:

Nanda Yna disse...

Ora...Ora...qm eu encontro porakii!!

PercadoooooooooR!!!

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xD